16 MINUTOS DE LEITURA
Como escolher uma agência de criação de sites


Por:
Henrique Sabino
Escolher uma agência de criação de sites é escolher quem toma as decisões que você não vai acompanhar. Portfólio bonito e depoimento não separam fornecedor bom de ruim, porque todo mundo tem os dois. O que separa é a resposta a perguntas específicas sobre escopo, propriedade, prazo e o que acontece depois da entrega.
Este artigo traz as 15 perguntas que fazem essa separação, com a resposta que você deveria ouvir em cada uma. Elas vêm do lado de dentro, de quem escreve proposta e recebe briefing todo mês. Não há lista de agências aqui, e isso é proposital: o objetivo é você conseguir avaliar qualquer fornecedor, inclusive nós.
O que faz uma agência de criação de sites?
Uma agência de criação de sites assume o projeto do entendimento do negócio até o site publicado. Isso inclui descoberta, arquitetura de páginas, design, desenvolvimento, publicação e a entrega da conta para o cliente. O que varia enormemente de fornecedor para fornecedor é quanto dessa cadeia é realmente feito por ela.
Muita empresa vendida como agência entrega template preenchido. Outras fazem design mas terceirizam o desenvolvimento. Outras fazem tudo, mas com quatro pessoas diferentes e uma camada de atendimento no meio, o que aumenta o custo e dilui a responsabilidade. Nenhum desses modelos é errado por natureza. O erro é contratar um achando que era outro.
Freelancer, agência ou construtor: qual escolher?
Depende de quanto a sua equipe consegue acompanhar o projeto. Construtor com template resolve quando a empresa ainda está descobrindo o próprio posicionamento e quer algo no ar rápido. Freelancer funciona bem em escopo pequeno e bem definido, com contato direto e custo menor. Agência ou estúdio faz sentido quando o site é parte do argumento comercial e alguém precisa responder pelo resultado.
Há um quarto caso que quase ninguém menciona: a empresa que já tem time de design e precisa só de reforço em um período de pico. Aí não se contrata projeto fechado, e sim quando a empresa só precisa de um reforço pontual. Contratar agência para isso sai caro e cria atrito com o time interno.
As 15 perguntas antes de fechar
Faça todas por escrito, antes de qualquer reunião. Um fornecedor sério responde em um e-mail. Quem enrola em pergunta simples vai enrolar em problema difícil. Ao lado de cada pergunta está como respondemos na Wama, para você ter uma referência concreta do que é uma resposta completa.
Sobre quem faz o trabalho
Quem exatamente vai desenhar o meu site? Nome, não cargo. Na Wama é uma pessoa só, do briefing ao deploy.
Quantas pessoas encostam no projeto e quem responde por ele? Cada camada de atendimento entre você e quem executa é ruído e custo. Aqui não existe camada.
Vocês usam inteligência artificial? Em quais etapas e quem revisa? A resposta honesta hoje é sim. O que importa é a segunda parte. Usamos em código e automação, e todo resultado passa por leitura humana antes de chegar ao cliente.
Quem escreve os textos do site? Depende do orçamento contratado, e é justamente por isso que muda o preço. Exija isso por escrito.
A terceira pergunta ganhou peso recente. Segundo o relatório GenAI Code Security da Veracode, de 2025, que testou mais de 100 modelos de linguagem, o código gerado por inteligência artificial introduziu falhas de segurança em 45% dos casos avaliados. O número não condena a ferramenta. Condena o uso sem revisão, e é isso que a pergunta precisa apurar.
Sobre tecnologia e propriedade
Em que plataforma vocês entregam e por quê? Se a resposta for só o nome da ferramenta, falta o porquê. A escolha precisa vir do que o seu time vai precisar fazer sozinho depois.
De quem é o domínio ao fim do contrato? A resposta certa é sua. Na Wama o projeto é transferido para a conta do cliente e a assinatura fica no cartão dele.
Consigo editar o site sozinho depois? Como? Peça uma demonstração, não uma afirmação. Editar conteúdo sem mexer no design é o mínimo.
Sobre escopo, prazo e dinheiro
Quantas rodadas de revisão estão inclusas? Aqui são ilimitadas dentro do escopo, ou seja, o limite é o escopo contratado e não a contagem de rodadas. Se o fornecedor der um número, confira o preço da rodada extra.
O que está fora do escopo e vira custo extra? A resposta útil é uma lista, não uma frase. O que não estiver escrito na proposta vai ser cobrado à parte.
Qual o prazo e o que faz ele estourar? Um institucional leva de 4 a 6 semanas. O que estoura prazo é conteúdo que não chega, aprovação que demora e mudança de escopo depois do design fechado.
Como funciona o pagamento e em quantas parcelas? Na Wama, metade no início e metade na entrega.
Quanto custa, e por que esse valor? Preço sem justificativa é chute. A régua de mercado está em quanto uma proposta honesta costuma custar.
Sobre o depois
O que acontece com o site depois da entrega? Existe mensalidade? Do que ela é feita? No nosso caso o cliente assume só a assinatura da plataforma, sem contrato de manutenção.
Vocês já fizeram algo do meu tamanho? Posso ver no ar? Link, não captura de tela. Site que não está mais no ar não conta como prova.
O que vocês recusam fazer? Talvez a pergunta mais reveladora da lista. Quem aceita tudo não tem critério. Nós recusamos copiar o site de um concorrente e recusamos projeto com orçamento abaixo da faixa mínima, porque não cabe sem prejudicar a entrega.
Como comparar três propostas sem comparar só o preço
Peça as três com o mesmo briefing. Sem isso, cada fornecedor orça um projeto diferente e a comparação não significa nada. Depois monte uma tabela com as linhas abaixo, que são as que costumam esconder a diferença real de valor entre propostas parecidas.
O que comparar | Por que muda tudo |
|---|---|
Páginas com layout próprio | Vinte páginas geradas por CMS contam como uma. Cinco páginas de serviço contam como cinco |
Quem escreve o texto | Muda semanas de prazo e uma faixa inteira de preço |
Rodadas de revisão e preço da extra | É onde a proposta barata vira cara |
Custo mensal depois da entrega | Plano, hospedagem, plugins, manutenção |
Propriedade do domínio e da conta | Define se você pode trocar de fornecedor |
Prazo por etapa | Data final sozinha não permite cobrar andamento |
Preencher essa tabela costuma reordenar as propostas. A mais barata da primeira leitura frequentemente sobe para o meio quando o texto e as revisões entram na conta. O que você está comprando não é a montagem das telas. Segundo o estudo The Business Value of Design, da McKinsey (2018), que acompanhou 300 empresas por cinco anos, as companhias do quartil superior em maturidade de design cresceram a receita 32 pontos percentuais acima da referência do setor. Vale lembrar que design não se cobra por página entregue, e sim por cobrar por resultado de negócio, não por página entregue, o que explica por que dois orçamentos de mesmo escopo podem ser tão distantes.
Quais são os sinais de que a agência entrega mesmo?
São quatro, e todos podem ser conferidos antes de qualquer reunião. O primeiro é o próprio site dela: quem vende site e mantém um site desatualizado está dizendo algo. O segundo é o menor trabalho que ela aceita, porque isso revela onde ela realmente opera. O terceiro é quanto tempo leva para responder uma pergunta simples por e-mail. O quarto é se os projetos do portfólio continuam no ar.
Esse último é o mais fácil de checar e o mais ignorado. Abra cinco cases do portfólio e veja quantos ainda respondem. Se metade caiu, ou os clientes não ficaram, ou o trabalho não durou. Um exemplo de como aplicar critérios abertos a nomes reais está em uma lista de agências com os critérios de avaliação à mostra.
Vale acrescentar um quinto sinal, novo: se a agência assume publicamente como usa inteligência artificial. Quem esconde está apostando que você não vai perguntar. Reunimos agências que assumem publicamente o uso de IA e o que muda no processo de cada uma.
Red flags de orçamento e de processo
Nenhuma das situações abaixo é prova de má-fé isolada. Duas ou mais juntas, é hora de pedir a próxima proposta.
A primeira delas se checa em minutos: compare a data prometida com o prazo que uma agência séria consegue assumir em cada tipo de projeto.
Orçamento fechado sem briefing. Quem orça sem saber o que o site precisa fazer está chutando, e o chute mais barato ganha.
Prazo muito abaixo do mercado. Site profissional em 48 horas é template preenchido com outro nome.
Proposta de uma página só com um valor no fim. Não dá para comparar, e provavelmente é essa a intenção.
Silêncio sobre quem escreve o texto. É o item que mais gera cobrança extra depois.
Desconto grande na primeira objeção. Se o preço cai fácil, ele não era calculado.
Nada por escrito sobre propriedade do domínio. É o que prende o cliente ao fornecedor.
De quem é o domínio, o CMS e o site no fim do contrato?
Deveria ser seu, e precisa estar escrito. Existem três coisas separadas aqui: o domínio, a conta da plataforma onde o site roda e o projeto em si. Um contrato pode entregar as três, duas ou nenhuma, e a diferença só aparece no dia em que você quiser trocar de fornecedor.
A pergunta gêmea dessa é o que acontece com o site depois da entrega: quanto ele custa por mês e quem responde quando algo para.
Quando a conta fica no nome da agência, qualquer alteração depende dela e sair custa refazer. Não é necessariamente desonesto, mas muda o seu poder de negociação para sempre. Pergunte antes de assinar, e peça a resposta no contrato. Um estúdio que trabalha assim explica sem hesitar: veja uma agência que assume design, desenvolvimento e publicação como referência de escopo declarado.
Erros comuns na hora de escolher
Decidir pelo portfólio mais bonito. Design bonito é o piso do mercado, não o diferencial. O que diferencia é o processo por trás.
Não enviar o mesmo briefing para todos. Sem isso a comparação de preço não significa nada.
Ignorar o custo dos anos seguintes. A economia da contratação some no segundo ano de manutenção mal resolvida.
Contratar agência quando o caso era reforço de time. Sai caro e cria atrito com quem já está dentro.
Esperar resultado imediato. Site institucional é reputação construída no tempo. Fornecedor que promete dobrar vendas com um site novo está vendendo outra coisa.
Perguntas frequentes
Como saber se o preço de um site é justo?
Compare escopo, não valor final. Peça o número de páginas com layout próprio, quem escreve os textos e o custo mensal depois da entrega. Duas propostas com o mesmo preço podem conter semanas de trabalho de diferença, e é isso que define se o valor é justo.
Vale mais contratar agência especializada ou generalista?
Especializada, quando o seu caso tem particularidade real de setor ou de tecnologia. Generalista funciona bem em site institucional comum. O critério prático é perguntar quantos projetos parecidos com o seu ela entregou e pedir os links para conferir se ainda estão no ar.
Em quanto tempo meu site fica pronto?
Um site institucional de complexidade média leva de 4 a 6 semanas do briefing ao ar. O que mais alonga esse prazo não é o trabalho técnico, é o conteúdo do cliente e o tempo de aprovação de cada etapa. Fornecedor que promete dias está vendendo template.
O que a agência precisa de mim para começar?
Objetivo do site, público, o que diferencia a empresa, referências visuais e o material de marca que já existir. Quanto mais completo esse conjunto, mais firme fica o orçamento e menor a chance de retrabalho. Chegar à reunião com o escopo já escrito muda a conversa inteira.
Posso trocar de agência no meio do projeto?
Pode, mas custa. Se o domínio e a conta da plataforma estiverem no seu nome, você leva o que já foi feito e perde só o tempo. Se estiverem no nome da agência, a troca costuma significar recomeçar. É por isso que a pergunta sobre propriedade vem antes da assinatura.
Se você está avaliando fornecedores agora e quer ver essas respostas aplicadas a um projeto real, vale ver como a Wama conduz um projeto, do briefing ao site publicado, com uma pessoa responsável do começo ao fim.



