14 MINUTOS DE LEITURA
Quanto custa manter um site: WordPress vs Framer


Por:
Henrique Sabino
Quanto custa manter um site: em Framer, o custo é a assinatura da plataforma, cerca de R$ 154 por mês no plano usado pela maioria dos projetos. Em WordPress, some hospedagem, certificado, plugins pagos e horas de manutenção, e a conta costuma partir de R$ 300 e passar de R$ 1.000 por mês.
Essa é a conta que quase ninguém faz antes de contratar. O orçamento do projeto é discutido em detalhe, e o custo dos três anos seguintes fica de fora da planilha. Só que é ele que decide se o site foi barato ou caro, e a diferença entre as duas opções acima passa de R$ 30 mil em três anos no cenário mais pesado.
Quanto custa manter um site por mês?
Depende inteiramente de quantas peças o site tem para manter. Um site que roda em plataforma com infraestrutura inclusa tem uma linha de custo. Um site que roda em servidor próprio, com extensões instaladas, tem cinco ou seis. A tabela abaixo separa o que existe em cada caso.
Linha de custo | Site em Framer | Site em WordPress |
|---|---|---|
Assinatura da plataforma | cerca de R$ 154 por mês | não se aplica |
Hospedagem | inclusa | de R$ 20 a mais de R$ 400 por mês |
Certificado de segurança | incluso | de gratuito a R$ 300 por ano |
Rede de distribuição | inclusa | contratada à parte |
Plugins pagos | não existem | de R$ 60 a R$ 450 por ano |
Atualização de segurança | não existe do seu lado | rotina mensal, paga em horas |
Cópia de segurança | inclusa | serviço ou plugin à parte |
Repare que só uma linha muda de lado. Todo o resto ou está incluso ou não existe. É por isso que a comparação não é entre duas mensalidades parecidas, e sim entre uma assinatura e uma operação.
O que entra na conta de manutenção
Manutenção de site é um nome que cobre três coisas diferentes, e misturá-las é o que produz aquelas faixas absurdas que se vê por aí, de R$ 100 a R$ 25 mil por mês para supostamente o mesmo serviço.
Infraestrutura. Manter o site no ar: servidor, domínio, certificado, cópia de segurança. É o mínimo e não melhora nada, só evita que quebre.
Manutenção corretiva. Atualizar versões, aplicar correções de segurança, consertar o que parou de funcionar depois de uma atualização.
Evolução. Página nova, seção nova, ajuste de conteúdo, melhoria de conversão. Isso não é manutenção, é projeto pequeno, e deveria ser orçado como tal.
Quando alguém cobra uma mensalidade única pelos três, o cliente costuma pagar evolução que não usa ou receber manutenção que não cobre. Separar as três é a primeira coisa a fazer ao ler qualquer proposta de contrato mensal, e é uma das perguntas que vale o que perguntar sobre suporte antes de assinar.
Quanto custa manter um site em WordPress?
Entre os clientes que chegaram até nós vindos de WordPress, a conta ficava entre R$ 300 e R$ 1.000 por mês, somando hospedagem, plugins pagos e alguma manutenção contratada. Levantamentos publicados por grandes plataformas de site colocam a manutenção feita por agência numa faixa muito mais larga, de R$ 1.000 a R$ 25 mil mensais, porque incluem serviços muito diferentes sob o mesmo nome.
O que torna essa manutenção obrigatória, e não opcional, é a superfície de risco. Segundo o relatório State of WordPress Security da Patchstack, publicado em fevereiro de 2026, foram 11.334 vulnerabilidades novas no ecossistema ao longo de 2025, alta de 42% sobre o ano anterior, e 91% delas estavam em plugins. Quase metade foi divulgada sem correção disponível, e a mediana até a primeira exploração das falhas mais visadas é de cinco horas.
Traduzindo para a rotina: existe alguém que precisa acompanhar isso todo mês. Se essa pessoa não existe, o custo aparente cai e o risco sobe. O cenário mais comum que encontramos não é o site caro de manter, é o site barato e sem manutenção nenhuma, rodando com extensões desatualizadas há dois anos.
E em Framer, o que sobra da conta?
A assinatura. Hospedagem, rede de distribuição global, certificado e atualização de segurança já vêm dentro do plano, e não há extensão instalada por você para manter atualizada. A página oficial de planos do Framer, consultada em setembro de 2026, cobra US$ 10 por mês no plano de entrada e US$ 30 no intermediário, que é o que a maioria dos nossos projetos usa por causa de redirecionamentos, ambiente de teste e limites de CMS.
Convertendo pelo PTAX de venda do Banco Central de 4 de setembro de 2026, de R$ 5,1253 por dólar, o plano intermediário sai perto de R$ 154 por mês, ou R$ 1.845 por ano, antes de IOF. A cobrança é internacional e em dólar, então o valor no cartão varia com a cotação e com o imposto.
Existem custos adicionais quando o projeto pede: editor extra, idioma adicional, testes de conversão. Nenhum deles é obrigatório em site institucional, e o detalhe de cada um está em o valor do plano que fica no cartão todo mês.
A conta de três anos, lado a lado
Somando trinta e seis meses, a diferença deixa de ser detalhe e vira decisão de orçamento.
Cenário | Por mês | Em 3 anos |
|---|---|---|
Framer, plano intermediário | cerca de R$ 154 | cerca de R$ 5.535 |
WordPress, cenário enxuto | cerca de R$ 300 | cerca de R$ 10.800 |
WordPress, com manutenção contratada | cerca de R$ 1.000 | cerca de R$ 36.000 |
As duas linhas de WordPress vêm do que os clientes que migraram para cá pagavam antes. Os valores em real do Framer usam a cotação do dia citado acima e não incluem IOF. Nenhuma das linhas inclui evolução, que em qualquer plataforma é projeto à parte.
A diferença mais barata da tabela já paga uma parte relevante de um projeto novo. Para dimensionar isso, vale colocar ao lado o investimento inicial do projeto: em três anos, a economia de recorrência costuma cobrir uma fatia significativa do que foi pago na construção.
O custo invisível: o tempo de quem cuida
Nenhuma tabela captura a linha mais cara, que é a atenção de alguém. Em WordPress, existe uma pergunta que precisa ser respondida todo mês: está tudo atualizado? Se a resposta depende de uma pessoa dentro da empresa, aquele tempo é custo, mesmo sem nota fiscal.
Pior que o custo é a fragilidade. Quando essa pessoa sai, muda de área ou fica ocupada, o site continua no ar aparentando normalidade enquanto acumula pendências. O problema aparece meses depois, sempre de uma vez. Site que ninguém precisa manter é site que sobrevive a mudanças de time, e essa é a vantagem operacional que não aparece em comparação de preço.
É também por isso que continuidade importa na escolha do fornecedor. Quem mantém o site é quem o construiu resolve mais rápido do que alguém que precisa entender a estrutura antes de mexer.
O que acontece depois da entrega, na prática
Na Wama não existe contrato mensal de manutenção, e isso é uma decisão, não uma lacuna. Em Framer não há o que manter: o cliente assume a assinatura na conta dele e o site fica no ar sem intervenção. Cobrar mensalidade por um trabalho que a plataforma já faz seria vender ar.
O que existe no lugar são quatro coisas. O time do cliente é treinado para usar o CMS e publicar sozinho. Há um período de garantia após a entrega, em que correções entram sem custo. Ajustes pequenos continuam sendo feitos por cortesia depois disso. E o canal fica aberto para dúvidas pontuais, mesmo sem contrato.
Quando a demanda é maior que um ajuste, ela vira orçamento próprio, com escopo escrito. Isso mantém a conta honesta dos dois lados: o cliente não paga por meses em que não precisou de nada, e o trabalho real é remunerado quando acontece. Evolução contínua de produto é outra categoria, e evolução contínua é outra coisa, e tem outro preço.
Quando vale contratar manutenção mensal?
Vale quando existe trabalho recorrente de verdade. Site com publicação semanal em que ninguém do time quer mexer, operação que muda de campanha todo mês, ou plataforma que realmente exige atualização constante. Nesses casos, a mensalidade compra previsibilidade e faz sentido.
Não vale quando a mensalidade cobre apenas manter o site no ar em uma plataforma que já faz isso sozinha. Se você recebeu uma proposta de contrato mensal, peça a lista do que está incluso e compare com o que a sua plataforma já entrega. A pergunta que separa contrato útil de contrato inútil é: o que eu recebo nos meses em que nada acontece?
Se a resposta for "monitoramento e atualizações" e o seu site roda em plataforma com infraestrutura inclusa, a resposta honesta é que você recebe pouco. Se o seu site roda em WordPress hoje e essa conta está pesando, o caminho de sair de um site que consome manutenção todo mês tem um custo de projeto e uma economia recorrente que se paga. A decisão de plataforma, afinal, é o que determina essa conta: a escolha de plataforma decide o custo dos próximos três anos.
Perguntas frequentes
Quanto custa manter um site institucional por ano?
Em Framer, cerca de R$ 1.845 por ano no plano intermediário, considerando só a assinatura. Em WordPress, a conta anual costuma ficar entre R$ 3.600 e R$ 12 mil quando existe manutenção contratada, somando hospedagem, certificado, plugins pagos e horas de trabalho.
Preciso pagar manutenção mensal para o site funcionar?
Depende inteiramente da plataforma. Em ferramentas com infraestrutura inclusa, o site continua no ar sem nenhuma intervenção, porque não há servidor nem extensão sob sua responsabilidade. Em WordPress, alguém precisa atualizar versões e extensões com regularidade, senão o site acumula falhas conhecidas e vira alvo fácil.
O que acontece se eu não fizer manutenção no WordPress?
O site continua funcionando por um tempo e depois falha de uma vez. Quase todas as vulnerabilidades do ecossistema estão em extensões, e a exploração das mais visadas começa poucas horas depois da divulgação pública. Sem atualização, a exposição só cresce.
Vocês oferecem contrato de manutenção mensal?
Não, e é uma escolha. Em Framer não há infraestrutura para manter do lado do cliente, então uma mensalidade cobriria pouco trabalho real. Entregamos com treinamento do CMS, período de garantia e canal aberto para dúvidas, e demandas maiores viram orçamento próprio.
Quem paga a assinatura da plataforma depois da entrega?
O cliente, na conta dele. O projeto é transferido e a assinatura fica no cartão da empresa, que passa a ser dona do site, do domínio e da conta. Isso permite trocar de fornecedor a qualquer momento sem depender de ninguém para continuar no ar.
Se você quer saber quanto o seu site custaria para manter nos próximos três anos antes de decidir a plataforma, vale entender como funciona o acompanhamento da Wama. Fazemos essa conta junto com o orçamento, e não depois dele.



