25 MINUTOS DE LEITURA
Quanto custa um site profissional no Brasil em 2026


Por:
Henrique Sabino
Quanto custa um site profissional no Brasil em 2026: entre R$ 10 mil e R$ 40 mil em um estúdio sob medida, e entre R$ 800 e R$ 5 mil em template ou construtor. A diferença não está no número de páginas. Está em quem decide a estrutura, quem escreve os textos e quem responde pelo resultado depois da entrega.
Essa resposta é mais direta do que a que você encontra na maioria dos resultados de busca. Procure o preço de um site hoje e vai receber faixas que vão de R$ 800 a R$ 50 mil na mesma página, sem nenhuma explicação do que separa uma ponta da outra. Este artigo faz o contrário: mostra as faixas de mercado com a fonte de cada uma, abre as faixas que a Wama pratica, explica item por item o que move o orçamento e fecha com a conta que quase ninguém faz, a de manter o site no ar por três anos.
Quanto custa um site profissional no Brasil em 2026?
Depende de quem responde, e é por isso que a busca frustra. Levantamos os preços publicados pelas páginas que ranqueiam para essa pergunta em português. Cada linha da tabela abaixo saiu de uma página real, com data de atualização. O padrão que aparece é claro: plataformas de hospedagem e construtores ancoram na faixa baixa, porque vendem template e assinatura. Estúdios e agências de projeto sob medida ancoram acima de R$ 10 mil, porque vendem horas de decisão.
Quem publica | Site institucional | O que a empresa vende |
|---|---|---|
Empresa de hospedagem, setembro de 2026 | R$ 970 a R$ 1.500 | hospedagem |
Empresa de hospedagem, 2026 | R$ 800 a R$ 1.800 | hospedagem |
Agência com oferta de template, julho de 2026 | R$ 1.000 a R$ 10.000 | site a partir de R$ 609,90 |
Agência de design, junho de 2026 | R$ 3.000 a R$ 15.000 | projeto de agência |
Agência focada em B2B, janeiro de 2026 | R$ 12.000 a R$ 22.000 | projeto B2B |
Agência especializada em Framer, fevereiro de 2026 | R$ 20.000 a R$ 40.000 | projeto em Framer |
As três primeiras linhas vêm de empresas que ganham dinheiro com assinatura mensal, não com o projeto. Uma delas abre a faixa em R$ 1.000 e, na mesma página, oferece site a partir de R$ 610, o que puxa a leitura do comprador para baixo. Outra publica de R$ 970 a R$ 1.500 e declara mais de 1.700 projetos entregues. Já a agência que atende empresas B2B publica de R$ 12.000 a R$ 22.000 e dedica uma seção inteira a justificar por que aquele valor faz sentido. Todas estão certas. Elas só não estão vendendo a mesma coisa.
O que essas faixas escondem
Nenhuma das páginas acima mostra um site real ao lado do preço. Nenhuma explica o que o cliente recebe a mais ao subir de faixa. E nenhuma soma o que o site vai custar no segundo e no terceiro ano, que é onde a conta muda de figura. É um mercado que publica número sem contexto, e o comprador acaba decidindo pelo menor valor porque não tem como comparar outra coisa.
O resultado prático é conhecido: a empresa contrata o orçamento mais barato, descobre no meio do caminho que os textos são por conta dela, que o blog custa à parte e que cada alteração depois da entrega vira uma nova cobrança. O preço baixo não era o preço. Era a entrada.
Por que o mesmo site custa R$ 1.500 em um lugar e R$ 40 mil em outro?
Porque são três produtos diferentes com o mesmo nome. Um site de R$ 1.500 é um template preenchido: a estrutura já existe, alguém troca as fotos e o texto. Um site de R$ 8 mil costuma ser um projeto com layout próprio, mas com decisões tomadas rápido e conteúdo fornecido pelo cliente. Um site de R$ 40 mil é um projeto em que a estrutura, a narrativa e o movimento são construídos do zero para aquela empresa específica. Uma agência de design brasileira, em página atualizada em junho de 2026, separa três degraus parecidos: de R$ 3.000 a R$ 6.000, de R$ 7.000 a R$ 15.000 e acima de R$ 15.000.
O que você compra em cada faixa é uma quantidade diferente de decisão tomada por outra pessoa. Na faixa baixa, quase todas as escolhas continuam com você, inclusive as que exigem experiência. Na faixa alta, o estúdio assume a responsabilidade de descobrir o que o site precisa dizer, e isso é o que custa caro. Sobre esse ponto vale ler o que definir antes de olhar layout, porque a maior parte do orçamento de um site é gasta antes de qualquer tela existir.
Template, construtor e projeto sob medida
Um template é um arquivo pronto que você adapta. Custa de R$ 200 a R$ 1.500 e resolve bem quando a empresa precisa de presença mínima e não tem posicionamento definido. Um construtor de sites por assinatura cobra mensalidade e entrega editor visual, e faz sentido para quem quer manter tudo na própria mão.
Um projeto sob medida existe quando a empresa precisa que o site diga algo específico para um público específico, e quando errar isso custa mais caro que o projeto inteiro. É a diferença entre comprar uma roupa no cabide e mandar fazer sob medida. As duas vestem. Só uma foi feita para o seu corpo, e só uma faz sentido quando a roupa é parte do argumento.
Quanto custa cada tipo de projeto
Abaixo estão as faixas que a Wama pratica, apuradas sobre uma base de 50 a 100 orçamentos. Publicamos porque a alternativa, que é o mercado inteiro escondendo preço até a reunião, faz o comprador perder tempo e faz o fornecedor perder reunião. Preço público filtra antes da conversa, dos dois lados.
Tipo de projeto | Faixa | Quando faz sentido |
|---|---|---|
Landing page ou one page | R$ 10.000 a R$ 20.000 | lançamento, campanha, produto único |
Site institucional | R$ 10.000 a R$ 40.000 | empresa que vende por reputação e reunião |
SaaS, sistema ou MVP | R$ 20.000 a R$ 100.000 | produto digital com área logada |
Projetos de produto muito complexos passam de R$ 200 mil, e nesse ponto a conversa deixa de ser sobre site. Quando o escopo cresce nessa direção, o assunto vira outro: vale entender quando o escopo deixa de ser site e vira sistema antes de pedir orçamento, porque a pergunta muda e o fornecedor certo também.
A faixa também muda com o estágio da empresa. Quem ainda está validando o produto compra outra coisa, e vale ver o que uma startup precisa ter no site em cada estágio antes de fechar escopo. Quando o produto é um software vendido por assinatura, a discussão passa a ser estruturar o site de marketing de um produto SaaS, com páginas de preço, documentação e registro de mudanças.
Como chegamos a essas faixas
A base são os orçamentos fechados e enviados pela Wama, um estúdio de Campinas fundado em 2020, com mais de 200 projetos entregues e mais de 50 publicados em Framer, para marcas como KFC Brasil, Tera, Camila Farani e Wiz Benefícios. Não publicamos valor ao lado de nome de cliente, porque contrato não é material de marketing. Publicamos a faixa e o escopo que a sustenta.
Na ponta de baixo, perto de R$ 10 mil, está uma landing ou uma página única, com animação e texto trabalhados, escopo fechado e prazo curto. Na ponta de cima, perto de R$ 40 mil, está um site com CMS grande, em que centenas ou milhares de páginas nascem de coleções estruturadas. Um dos nossos projetos nesse formato tem 1.200 páginas geradas a partir do CMS.
O que muda entre um site de R$ 10 mil e um de R$ 40 mil?
Três coisas, e nenhuma delas é a beleza do layout. Depois de mais de 200 projetos, os fatores que realmente movem um orçamento são o número de páginas únicas, quem escreve os textos e quanto do movimento é feito sob medida. Tudo o mais varia pouco. Vale reparar no que não entra nessa lista: integração e área logada não encarecem um site, elas mudam o tipo de projeto e jogam a conversa para a faixa de produto digital.
Número de páginas únicas
Uma página única é uma página com estrutura própria, que precisa ser pensada, desenhada e revisada sozinha. Vinte páginas de blog que saem da mesma coleção do CMS contam como uma. Cinco páginas de serviço, cada uma com argumento e ordem diferentes, contam como cinco.
É por isso que dois sites com o mesmo número total de páginas podem ter orçamentos muito distantes. A pergunta certa a fazer ao fornecedor não é quantas páginas o site vai ter. É quantas delas têm layout próprio e quantas são geradas a partir de um modelo. A resposta explica quase toda a diferença de preço entre duas propostas parecidas.
Quem escreve os textos
Este é o fator mais subestimado do mercado e a causa número um de projeto atrasado. Quando o cliente entrega o conteúdo pronto, o projeto anda no prazo e fica na parte de baixo da faixa. Quando o estúdio precisa construir a narrativa, entrevistar o time, definir o argumento de cada seção e escrever tudo, o projeto sobe de faixa e ganha semanas.
Não existe atalho aqui. Um site sem texto definido é um layout bonito esperando conteúdo, e layout esperando conteúdo é projeto parado. Muitas propostas baratas ficam baratas exatamente porque empurram esse trabalho para o cliente sem dizer com clareza, e o cliente só descobre quando o cronograma já estourou.
Animação e interação sob medida
Movimento padrão da plataforma custa quase nada. Movimento pensado peça a peça, com transições que reforçam o argumento da página, custa horas de design e de implementação. É a diferença entre um site que aparece e um site que conduz o olhar de quem chega.
Vale a pena? Depende do que o site precisa fazer. Para uma empresa que vende por reunião e cujo site é a primeira prova de competência que o cliente vê, sim. Para um catálogo institucional que existe para ser encontrado no Google, o dinheiro rende mais em conteúdo e estrutura. Essa é a discussão sobre o retorno que o design precisa justificar, e ela deveria acontecer antes do orçamento, não depois.
Freelancer, agência ou construtor de sites?
Os três resolvem problemas diferentes e o erro caro é escolher pelo preço sem olhar o que vem junto. A tabela abaixo compara as opções pelo que costuma pesar de verdade na decisão de uma empresa que precisa do site funcionando e não pode acompanhar o projeto de perto.
Opção | Faixa típica | Ponto forte | Risco |
|---|---|---|---|
Construtor com template | R$ 200 a R$ 2.000 | rápido e barato | tudo continua com você |
Freelancer | R$ 2.000 a R$ 15.000 | custo menor, contato direto | uma pessoa, sem retaguarda |
Agência ou estúdio | R$ 10.000 a R$ 60.000 | processo, prazo e responsabilidade | preço mais alto na entrada |
Vale olhar como um projeto sob medida é conduzido da reunião à publicação antes de decidir, porque a diferença entre as três opções aparece no processo e não no resultado da primeira semana. Para efeito de comparação internacional, o mercado de estúdios cobra em outra moeda e em outra escala: reunimos em um levantamento próprio o que estúdios de Framer no mundo cobram por projeto, com ficha técnica de cada um.
O custo que quase ninguém soma: três anos de site no ar
Aqui está o maior buraco de todo o conteúdo de preço em português. As páginas falam do projeto e param. Mas um site é um ativo que fica no ar, e o custo de mantê-lo muda completamente conforme a tecnologia escolhida. Um site em WordPress carrega hospedagem, certificado, plugins pagos e atualização de segurança. Um site em Framer carrega uma assinatura e nada mais.
Levantamentos publicados por duas das maiores plataformas de site do mundo, um de dezembro de 2025 e outro de fevereiro de 2026, colocam a manutenção contratada com agência no Brasil entre R$ 1.100 e R$ 25.000 por mês, e a de um site corporativo entre R$ 1.000 e R$ 10.000 mensais. São faixas enormes porque incluem serviços muito diferentes sob o mesmo nome. Mesmo na leitura mais conservadora, com hospedagem, domínio, certificado e plugins somando algo perto de R$ 1.400 por ano, mais uma manutenção modesta de R$ 200 por mês, o WordPress passa de R$ 11 mil em três anos.
A conta em Framer
Em Framer, hospedagem, rede de distribuição, certificado e atualização de segurança já vêm dentro do plano. Não há plugin para atualizar nem servidor para manter. A página oficial de planos do Framer, consultada em setembro de 2026, cobra US$ 10 por mês no Basic e US$ 30 por mês no Pro, com editores adicionais a US$ 20.
Pelo PTAX de venda do Banco Central de 4 de setembro de 2026, de R$ 5,1253 por dólar, o plano Pro sai perto de R$ 1.845 por ano antes de IOF, ou cerca de R$ 5.500 em três anos. É menos da metade da conta conservadora do WordPress, e a diferença cresce quando entram plugins pagos e horas de manutenção. Os detalhes de cada plano, os limites de página e de coleção e os custos escondidos ficam na conta fechada dos planos do Framer em reais.
Isso não torna o Framer a resposta certa para todo mundo. Torna a escolha de plataforma uma decisão de orçamento de três anos, e não de gosto. Antes de assinar qualquer coisa vale comparar as três plataformas antes de assinar qualquer proposta e, se você já tem um site rodando, entender o custo de trocar de WordPress sem perder o que já ranqueia. O custo de manter o site no ar ao longo de três anos merece uma conta própria, feita com os números da sua empresa.
Quanto tempo leva e como o prazo entra no preço?
Um site institucional bem feito leva de 4 a 6 semanas do briefing ao ar. Esse é o prazo mediano dos projetos da Wama e ele bate com o que outros estúdios que entregam em Framer declaram publicamente: uma agência brasileira especializada na plataforma, em fevereiro de 2026, cita de 4 a 6 semanas para um institucional de complexidade média e de 2 a 3 dias para uma landing. Construtores prometem minutos com inteligência artificial, e isso é verdade para uma página genérica no ar. Um levantamento de dezembro de 2025, de uma das maiores empresas de hospedagem do mundo, estima de 5 a 14 semanas para um site corporativo feito em construtor, e de 13 a 22 semanas em WordPress. Não é verdade para um site que precisa dizer a coisa certa.
Prazo e preço são a mesma decisão vista de dois ângulos. Encurtar o cronograma exige mais gente em paralelo ou menos rodadas de revisão, e as duas coisas aparecem no orçamento. Esticar o cronograma costuma sair de graça no papel e caro na prática, porque projeto parado consome atenção e perde contexto. O cronograma real de um projeto, semana a semana, mostra para onde vai cada uma dessas semanas.
Do lado do cliente, três coisas atrasam quase todos os projetos: conteúdo que não chega, aprovação que demora e mudança de escopo depois do design fechado. Nenhuma das três é culpa do fornecedor e todas custam dinheiro. Um briefing preenchido antes da primeira reunião resolve boa parte disso antes de existir cronograma.
O que uma proposta séria de site precisa conter
Proposta de uma página com um valor no fim não é proposta, é uma cotação. O documento que você recebe antes de assinar deveria permitir comparar fornecedores sem precisar de nova reunião. Se ele não permite, isso já é informação sobre como o projeto vai correr.
Escopo em itens contáveis. Quantas páginas únicas, quantas geradas por CMS, quantos idiomas.
Quem escreve os textos, dito com todas as letras, e o que acontece se o conteúdo atrasar.
Plataforma e o motivo dela, com o custo mensal que fica depois da entrega.
Rodadas de revisão incluídas e o preço da rodada extra.
Prazo por etapa, não só a data final.
Propriedade do domínio, do projeto e do conteúdo ao fim do contrato.
O que está fora do escopo, listado de forma explícita.
Faltando qualquer um desses itens, a diferença aparece depois, em cobrança extra ou em atrito. As perguntas que separam uma proposta séria de uma promessa são poucas e o comprador pode fazer todas por escrito, antes de qualquer reunião.
Erros comuns na hora de orçar um site
Estes cinco aparecem com frequência nas conversas que chegam até nós e todos custam mais caro de corrigir do que de evitar.
Comparar propostas só pelo valor final. Dois orçamentos com o mesmo número podem conter escopos que diferem em semanas de trabalho.
Pedir orçamento sem saber o que o site precisa fazer. Sem objetivo definido, todo fornecedor chuta, e o chute mais barato ganha.
Tratar conteúdo como detalhe. É o item que mais atrasa projeto e o que mais desloca o preço entre faixas.
Ignorar o custo dos próximos três anos. A economia da contratação some no segundo ano de manutenção mal resolvida.
Esperar retorno imediato. Site institucional é reputação construída no tempo. Quem promete dobrar vendas com um site novo está vendendo outra coisa.
Perguntas frequentes
Quanto custa um site simples para uma empresa pequena?
Entre R$ 800 e R$ 5 mil em construtor ou template, e a partir de R$ 10 mil em projeto sob medida. Para uma empresa que ainda está definindo o posicionamento, começar por um construtor costuma ser a decisão mais sensata, e o projeto sob medida vem depois.
O valor do site inclui os textos?
Quase nunca, e essa é a maior fonte de surpresa em orçamento de site. Peça isso por escrito antes de assinar. Quando o fornecedor escreve o conteúdo, o projeto sobe de faixa e ganha semanas de prazo, porque exige entrevista, apuração e revisão com o cliente.
Criar o site com inteligência artificial sai mais barato?
Sai mais rápido, não necessariamente mais barato. A IA acelera a parte repetitiva, mas estratégia, design e responsabilidade técnica continuam custando o mesmo. Reunimos cinco agências que já colocaram IA dentro do processo e mostramos o que muda em prazo e em preço.
Quanto custa manter o site depois de pronto?
Em Framer, o custo é o plano, de US$ 10 a US$ 30 por mês, com hospedagem e segurança inclusas. Em WordPress, some hospedagem, certificado, plugins pagos e horas de manutenção, o que costuma passar de R$ 3 mil por ano numa configuração modesta.
Vale mais contratar freelancer ou agência?
Freelancer costuma custar menos e funciona bem em escopo pequeno e bem definido. Agência ou estúdio cobra mais e entrega processo, prazo assumido e alguém que responde pelo projeto depois da entrega. A escolha depende de quanto a sua equipe pode acompanhar o projeto de perto.
Se você está orçando um site agora e quer uma conversa em que o escopo e o valor aparecem na mesma página, vale conversar sobre o projeto com a Wama. Mais de 200 projetos entregues, com uma pessoa conduzindo da primeira reunião ao deploy.



